A meu ver, correm um pouco por todo lado ecos de argumentos de como se devem comportar os alunos anti-praxe, ecos esses que não passam de falsos argumentos e de chantagens feitas aquando da praxe. Todos nós já ouvimos dizer que um aluno anti-praxe não pode frequentar as festas académicas ou que não pode participar nos desfiles, ou então que se um aluno não aceitar ser praxado vai ser rejeitado por todos os colegas de curso, enfim, frases banais e gastas que circulam um pouco por todo o lado e que por circularem com tanta facilidade e à tanto tempo, muitas pessoas pensam que é verdade.

Costuma-se dizer que se repetirmos uma mentira muitas vezes ela torna-se verdade e neste caso assim é.

Em primeiro lugar, quando entramos para uma Universidade , estamos a entrar para um "mundo" muito próprio. Mas este "mundo" tem regras fixas e previstas nos decretos leis, por isso só aceita as condições "ditatoriais" da praxe quem quer.

Todos os alunos universitários têm os mesmos direitos e não há "primos pobres" nem "pessoas de segunda categoria", assim sendo, todos os alunos fazem parte da academia e a academia existe por e para eles. Todas as manifestações académicas são feitas para os alunos universitários (ou seja, todos os alunos) e todo o comércio circundante (bares académicos, discotecas, etc) existe para satisfazer o aluno universitário. Na lei não existe dois estatutos de alunos, um anti-praxe e outro pró-praxe, na lei só existe a figura do estudante universitário, por isso é mera chantagem quando alguns que praxam dizem que quem se recusar não pode frequentar isto ou aquilo.

É natural que quem promove a praxe tem de arranjar argumentos para justificar a sua existência e se não houvesse sanções a quem não quisesse participar, a continuação da praxe estaria seriamente ameaçada (pelo menos a praxe que temos nos dias de hoje).

Por isso não se deixem iludir por estes falsos argumentos e lembrem-se: tudo o que existe na universidade é feito para os estudantes e todos os alunos são iguais entre si.