Uma das criticas que mais se faz aos alunos anti-praxe é que numa primeira altura, por altura da praxe, dizem que são contra ela e depois mais tarde, já altura de poderem praxar já se assumem a favor porque vão poder praxar. Pois bem este tipo de atitude é de lamentar porque do meu ponto de vista temos de ser responsáveis na nossa escolha e temos de acarretar com peso da nossa decisão.
Quem decide não ser praxado é porque é contra ou não gosta (todos os motivos para ser-se anti-praxe), se é contra não percebo como passado uns anos já passa a gostar só porque é ele a praxar, realmente não tem base por onde se lhe pegue!! Se não gosta, também me custa a aceitar que depois passe a gostar. O que eu acho é que há pessoas que tentam evitar a praxe para não terem de fazer "figuras tristes" (todas as brincadeiras que se faz na praxe), mas no fundo querem um dia poder "comandar" outros alunos a fazerem essas brincadeiras.
Nesta situação, os alunos anti-praxe são identificados com pseudo anti-praxes que na realidade só querem praxar a toda a força (serão estes que estão a prejudicar a praxe? Talvez). Um aluno anti-praxe tem de assumir a sua escolha e ao assumir tem de recusar certas práticas: Não pode andar trajado e deve recusar participar activamente em algo o que a força da subjugação da praxe ainda se verifique.
Não pode andar trajado - O traje é sinónimo de status universitário, de poder na praxe (todas as religiões têm trajes próprios para identificar os seus seguidores e os dirigentes têm também roupas próprias), um aluno anti-praxe assume-se contra a praxe e por isso não pode usar traje, que significa poder na praxe.
Participar activamente e algo que a força da subjugação da praxe ainda se verifique - Quando digo isto, quero dizer que na realidade há actividades em que se verifica que os alunos não são livres de fazerem o que querem e ainda têm de cumprir plano de praxe. Por exemplo, eu no cortejo académico não participo (vou ver e dar uma força aos meus colegas) porque ainda se verifica que os caloiros têm de se sujeitar a fazer coisas, porque ainda estão a ser praxados. Em consciência não posso participar em algo que ainda tem por trás a imagem da praxe.
Eu acima de tudo sou contra os abusos cometidos em nome da praxe, não tolero abusos nem discriminações pessoais (eu como pessoa sou assim) e enquanto existir isso na praxe a minha posição é ser contra.
Respeito todos os intervenientes na praxe e admiro quem praxa bem e quem se bate diariamente para melhorar a praxe, infelizmente a luta ainda parece estar no inicio pois não há melhoras visíveis. Não acho correcto utilizar a violência para acabar com a violência, isto é, não adianta aos grupos anti-praxe tomar medidas radicais porque só vão fazer mais inimigos e mais incompreensões.
Se estamos contra esta praxe que é má e queremos acabar com ela, também podemos admitir que se houvesse uma boa praxe não havia razão para sermos contra ela.